Brasil e Chile iniciarão, em 2 de maio, a fase de testes do Certificado de Origem Eletrônico (COE), medida que substituirá os certificados de origem em papel por um sistema digital seguro, eficiente e sustentável. A ação marca mais um passo significativo na modernização do comércio exterior brasileiro e visa facilitar o intercâmbio de mercadorias entre os dois países. A implementação definitiva do COE está prevista para ocorrer em 3 de junho.
Coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o projeto deve reduzir em até 95% os custos do processo e encurtar o tempo médio de emissão dos certificados de até 48 horas para apenas duas horas. Com isso, exportadores e importadores brasileiros ganham mais agilidade, previsibilidade e economia nos embarques. A medida beneficia diretamente setores como alimentos e bebidas, máquinas e equipamentos, automotivo e plásticos — principais protagonistas do comércio bilateral entre os dois países, que ultrapassou US$ 10 bilhões em 2024.
A Secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres, destacou que a digitalização fortalece a integração regional e representa um avanço concreto na facilitação do comércio. “Estamos promovendo maior eficiência, segurança e agilidade nos processos, o que beneficia diretamente nossas empresas, especialmente as pequenas e médias. O novo sistema permitirá um maior aproveitamento dos benefícios tarifários previstos no Acordo de Livre Comércio em vigor entre Brasil e Chile”, afirmou.
O COE garante a autenticidade e integridade dos documentos por meio de assinaturas digitais, aumentando a segurança jurídica e reduzindo o risco de fraudes documentais. Isso também representa um avanço no controle aduaneiro, já que facilita a verificação da origem preferencial dos produtos exportados e importados, atendendo aos padrões internacionais de conformidade e rastreabilidade.
Além dos benefícios operacionais e fiscais, a eliminação da documentação física contribui diretamente para práticas mais sustentáveis. O projeto está alinhado às melhores práticas de digitalização comercial e reforça o papel do Brasil e do Chile como protagonistas na integração econômica da América do Sul. A medida também aproxima os sistemas eletrônicos de ambos os países, tornando seus fluxos comerciais mais harmonizados e eficientes.
Com a iniciativa, Brasil e Chile demonstram um compromisso conjunto com a modernização do comércio internacional. A expectativa é que, após a consolidação do COE entre os dois países, o modelo seja ampliado para outros parceiros comerciais sul-americanos, ampliando os ganhos logísticos, econômicos e ambientais em toda a região.