Brasil e China negociam parcerias em logística e tecnologia

O ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, está em missão oficial na China com o objetivo de reforçar a cooperação bilateral e atrair novos investimentos para o Brasil. Em uma série de reuniões em Pequim, Costa se encontrou com autoridades chinesas de alto escalão e representantes de conglomerados industriais, discutindo propostas que abrangem áreas estratégicas como logística, infraestrutura, tecnologia e inovação. A visita ocorre às vésperas de um possível novo encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Xi Jinping, previsto para este semestre.

Um dos principais focos das negociações é a ampliação de parcerias em infraestrutura logística. O Brasil busca apoio para modernizar e expandir seus corredores de exportação, com especial atenção às rotas ferroviárias, portuárias e hidroviárias, essenciais para o escoamento de commodities e produtos industrializados. Rui Costa destacou que o governo federal tem mapeado projetos prioritários que podem ser estruturados via parcerias público-privadas (PPP) com capital chinês. A expectativa é que os investimentos tragam ganhos de produtividade, redução de custos logísticos e maior integração das regiões Norte e Nordeste às cadeias globais de valor.

Além da logística, outro pilar das conversas é o fortalecimento da cooperação em áreas de alta tecnologia. Rui Costa apresentou propostas de cooperação em inteligência artificial, digitalização industrial e semicondutores. Segundo ele, há interesse mútuo em ampliar o intercâmbio de conhecimento e acelerar o desenvolvimento de ecossistemas de inovação integrados. “Estamos construindo uma agenda tecnológica com a China que poderá beneficiar diretamente a indústria brasileira e aumentar nossa capacidade de competir globalmente”, afirmou o ministro.

A China, por sua vez, propôs ampliar a atuação de seus centros de pesquisa e universidades em território brasileiro, promovendo parcerias com instituições de ciência e tecnologia locais. Há também interesse em explorar o uso de plataformas digitais para facilitar o comércio bilateral e acelerar o processamento de dados logísticos e alfandegários. Rui Costa destacou que o Brasil está aberto a integrar cadeias tecnológicas e industriais de valor agregado, em um movimento que vai além da exportação de matérias-primas.

Atualmente, a China é o principal parceiro comercial do Brasil, respondendo por mais de 30% das exportações brasileiras. A busca por uma relação mais diversificada, que envolva investimentos em infraestrutura e transferência de tecnologia, é vista pelo governo brasileiro como um passo estratégico para equilibrar essa relação. As conversas em Pequim reforçam a prioridade atribuída pelo Planalto à agenda sino-brasileira, com foco em desenvolvimento sustentável, inovação e competitividade.

Fonte:
https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/04/antes-de-lula-reencontrar-xi-brasil-negocia-logistica-e-china-propoe-tecnologia.shtml
https://www.brasilagro.com.br/conteudo/lula-xi-brasil-negocia-logistica-e-china-propoe-tecnologia.html

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