A crise no transporte marítimo, desencadeada pela escassez de contêineres e o aumento nos custos de frete, continua a ser uma das maiores dificuldades para o comércio internacional. Este cenário tem raízes nas interrupções causadas pela pandemia de COVID-19, que ainda refletem no mercado logístico global.
Essa alta nos preços é amplificada por uma demanda crescente, especialmente no setor de e-commerce. Nos Estados Unidos, por exemplo, a expansão do comércio eletrônico tem gerado uma pressão imensa sobre os portos, resultando em congestionamentos e dificuldades de armazenamento. A escassez de contêineres e o aumento das tarifas de frete são refletidos diretamente nos setores que dependem de transportes rápidos e eficientes, como o agronegócio, que enfrenta desafios logísticos significativos. Produtos como café, açúcar e outros itens essenciais estão encontrando dificuldades para serem transportados de maneira eficiente.
Em algumas rotas internacionais, especialmente entre a Ásia e as Américas, os custos de frete chegaram a picos que representam um aumento significativo em relação aos preços pré-pandemia. A crise da escassez de contêineres continua a ser um desafio significativo para o transporte marítimo global, com números que destacam a gravidade do problema:
- Demanda por Contêineres e Capacidade Portuária:
- Em maio de 2024, o transporte marítimo global atingiu um recorde de 15,94 milhões de TEUs (unidades equivalentes a 20 pés), superando o pico registrado em 2021.
- Portos como Xangai, Los Angeles e Roterdã relataram aumento médio de 20% no tempo de espera para descarregamento de navios.
- Custos de Transporte:
- O custo médio de transporte de um contêiner de 40 pés da Ásia para a costa oeste dos EUA ultrapassou US$ 8.000, mais do que triplicando em relação aos valores anteriores à pandemia.
- O aumento médio nas tarifas de frete marítimo em rotas entre Ásia e América Latina variou entre 20% e 35% apenas no primeiro semestre de 2024.
- Impactos no Comércio e Cadeias de Suprimentos:
- Produtos agrícolas, como café e açúcar, enfrentam dificuldades de transporte devido à falta de contêineres e aos altos custos. Isso resultou em atrasos nas exportações e aumentos nos preços finais dos produtos em mercados consumidores.
- Greves iminentes nos portos da costa leste dos EUA (Nova York, Savannah e Houston) ameaçam agravar os atrasos e redirecionar cargas para outras regiões, como a costa oeste.
Além disso, a falta de contêineres tem forçado as empresas a buscar alternativas, como o uso de navios graneleiros ou break-bulk, para transportar cargas de menor valor. Contudo, isso não resolve o problema dos altos custos, uma vez que o transporte em outras modalidades pode ser igualmente caro e menos eficiente. A falta de espaço nos portos também está causando atrasos adicionais, dificultando a capacidade de entrega de mercadorias em tempo hábil.
Perspectivas Futuras
Apesar dos investimentos em capacidade e tecnologia, analistas esperam que a situação só comece a se normalizar em 2025, com uma previsão de crescimento médio anual de 3,4% no comércio marítimo global. O cenário atual exige adaptação das empresas para minimizar os impactos em suas cadeias de suprimentos e manter a competitividade no mercado global.
Especialistas do setor estimam que o mercado logístico global só deve se normalizar em 2025, o que significa que os custos elevados e a falta de contêineres continuarão impactando diretamente as operações de comércio internacional. Para as empresas que enfrentam esses desafios, o planejamento estratégico e a adoção de soluções logísticas alternativas são fundamentais. Empresas como a Locksley Soluções Logísticas podem ajudar a mitigar esses impactos, oferecendo expertise em transporte multimodal, otimização de rotas e estratégias de gestão de estoques, garantindo que seus processos logísticos sejam adaptáveis e resilientes diante desse cenário desafiador.
Fonte: https://blog.logcomex.com/aumento-fretes-maritimos-impactos-brasil
https://www.udop.com.br/noticia/2024/06/14/escalada-do-frete-e-falta-de-conteiner-pressionam-custos-de-empresas-em-latam.html