EUA abrem novos mercados para a agropecuária brasileira, enquanto importação de fertilizantes continua desafiando o setor

A abertura de novos mercados para a agropecuária brasileira foi uma excelente notícia para o setor, com destaque para a recente autorização dos Estados Unidos para a importação de três novos produtos brasileiros. A partir de 2025, o mercado norte-americano passará a receber feno (Alfalfa Hay e Timothy Hay), erva-mate e flor seca de cravo-da-índia, que estarão livres da exigência de certificação fitossanitária. Essa medida representa uma grande oportunidade para os produtores brasileiros, especialmente os pequenos e médios, que agora podem acessar um mercado de alto valor agregado e consolidar sua posição como fornecedores de produtos de qualidade para o exterior.

Em 2024, o Brasil exportou mais de US$ 12 bilhões em produtos agropecuários para os Estados Unidos, sendo os principais produtos carne, café, cacau, bebidas e produtos florestais. A inclusão desses novos produtos na lista de exportações brasileiras não só amplia a diversidade da pauta, mas também fortalece a presença do país no competitivo mercado norte-americano. Além disso, a expectativa é que, com a eliminação da necessidade de certificação fitossanitária para esses itens, o Brasil tenha um fluxo mais ágil e eficiente nas exportações, o que pode resultar em mais negócios e uma ampliação das suas exportações agropecuárias.

No entanto, apesar dessa boa notícia, a importação de fertilizantes continua sendo um grande desafio para o agronegócio brasileiro. Em 2024, o Brasil importou 44,3 milhões de toneladas de fertilizantes, o que representou 86% do total consumido no país. Este elevado índice de dependência externa coloca o setor agrícola em uma posição vulnerável, especialmente considerando as flutuações de preço e os desafios logísticos relacionados ao transporte desses insumos.

A Rússia continua sendo o principal fornecedor de fertilizantes para o Brasil, o que implica em desafios logísticos significativos devido à longa distância e à necessidade de transporte eficiente para garantir que os insumos cheguem a tempo de atender à demanda do setor agrícola brasileiro. Com um mercado altamente dependente desses fertilizantes, qualquer interrupção no fornecimento ou aumento no custo de transporte pode ter um impacto direto na produção agrícola nacional, especialmente nas principais culturas como soja, milho e café.

Para mitigar os riscos dessa dependência externa, o governo e os produtores têm buscado alternativas para aumentar a produção interna de fertilizantes, além de explorar novas parcerias com outros países fornecedores. A diversificação das fontes de fertilizantes e o fortalecimento das parcerias logísticas são medidas essenciais para garantir a estabilidade e a competitividade do setor agrícola brasileiro.

Com isso, o agronegócio brasileiro, que já é um dos maiores exportadores do mundo, precisa se manter atento ao equilíbrio entre o aumento das exportações, como a recente abertura de novos mercados, e os desafios logísticos e econômicos impostos pela dependência de fertilizantes importados. A adaptação constante e a busca por soluções sustentáveis serão essenciais para assegurar que o Brasil continue a se destacar no comércio internacional e a atender à crescente demanda por alimentos no mundo todo.

Fontes:
https://globorural.globo.com/agricultura/noticia/2025/01/estados-unidos-abrem-tres-mercados-para-produtos-do-agro-brasileiro.ghtml
https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/noticias/abertura-de-mercados-agricolas-nos-estados-unidos
https://agro.estadao.com.br/economia/estados-unidos-abrem-tres-novos-mercados-para-produtos-brasileiros

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