As taxas de frete marítimo da China vem aumentando, os motivos por trás disso são: crescente demanda nas exportações, o mau tempo em portos chineses e transit time mais longos.
As principais empresas de navegação têm intensificado os trabalhos com novas rotas, a fim de atender esse aumento, porém a situação permanece crítica.
O volume de contêineres movimentados no porto de Singapura entre janeiro a abril deste ano aumentaram 8,8% quando comparado a 2023. Já nesta última semana de maio, congestionamentos de navios levaram linhas marítimas a omitirem este porto.
No primeiro quadrimestre deste ano, as demandas por exportações chinesas aumentaram 11,4% quando comparado ao ano anterior, especialmente para os mercados do Brasil e México.
As exportações da China para o Brasil de peças e componentes de veículos aumentaram 228,42% nesses primeiros quatro meses, impulsionado pelas montadoras (também chinesas) que se instalaram no país.
Na 4ª semana de maio, o frete da China para a Costa Leste da América do Sul chegando a um aumento de 153,41% comparado ao final de março.
O aumento nos custos logísticos e o tempo de trânsito mais longo dos navios também é decorrente dos ataques pelos militantes Houthis no sul do Mar Vermelho, que tem afetado a segurança dessa importante rota marítima que liga a Ásia e a Europa.
Por ali passam em torno de 12% do comércio global.
Muitos navios buscam rotas alternativas pelo Cabo da Boa Esperança, na África do Sul, o que gera um adicional de viagem de 6500 km, em torno de 10 a 12 dias de navegação, aumentando os gastos dos combustíveis.
A falta de contêineres é outra preocupação gerada por conta das rotas mais longas, já que ficam mais tempo na água, ocasionando a indisponibilidade de equipamentos para novos embarques.
A previsão é que o espaço nos navios siga com alta demanda até fim de junho.