Lula e Trump reabrem diálogo: Brasil solicita fim do “tarifaço” e normalização das relações

Nesta segunda-feira (6 de outubro de 2025), os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump mantiveram um telefonema de cerca de 30 minutos em tom amistoso, marcado pela reiteração dos laços diplomáticos e pelo interesse em reaproximar Brasil e Estados Unidos. 

Principais pontos da conversa

Segundo nota oficial do Planalto, Lula recordou que Brasil e EUA mantêm uma tradição de relações amistosas e ressaltou que o país brasileiro é um dos três do G20 com superávit comercial com os Estados Unidos. 

O presidente brasileiro pediu a revogação da sobretaxa de 40% imposta a produtos nacionais pelos EUA, bem como que sejam retiradas restrições e sanções aplicadas a autoridades brasileiras. Do lado americano, Trump teria delegado ao secretário de Estado, Marco Rubio, a coordenação das negociações com o governo brasileiro. 

Os dois líderes também manifestaram disposição de realizar encontro presencial em breve,  possivelmente em fóruns internacionais ou em solo brasileiro, ou americano e trocaram canais de contato direto. Lula sugeriu localizações para esse encontro futuro, como a Cúpula da ASEAN (Malásia) e convidou Trump formalmente para participar da COP30, em Belém (PA). 

Perspectiva institucional e impactos potenciais

Para ambientes corporativos, de comércio exterior e logística, esse recomeço de diálogo sinaliza algumas oportunidades e desafios:

  • Redução de barreiras tarifárias: Caso haja revogação ou atenuação do “tarifaço”, empresas exportadoras brasileiras poderiam recuperar competitividade no mercado americano, especialmente setores como manufatura, química, agroindústria e bens de capital.
  • Segurança jurídica e previsibilidade: O engajamento diplomático reforça que disputas tarifárias e medidas punitivas podem transitar por canais institucionais, trazendo maior previsibilidade para planejamentos de médio prazo.
  • Integração logística e cadeias bilaterais: Com menor custo tarifário, pode haver estímulo a arranjos produtivos entre Brasil e EUA, inclusive com diversificação de rotas logísticas e parcerias em infraestrutura de transporte.
  • Riscos políticos e condicionantes: Apesar do tom positivo, não há garantia de implementação imediata dessas demandas. O papel de interlocutores como chanceler, ministérios e secretarias será decisivo para traduzir o discurso em ações. Além disso, pressões domésticas e regulatórias nos EUA podem limitar o grau de concessão possível.

Visibilidade internacional

A reaproximação Brasil-EUA pode repercutir positivamente em outros mercados e blocos comerciais, sinalizando ao mundo que o Brasil busca interlocução estável e pragmática em suas relações exteriores.

Fonte: 
https://www.gov.br/planalto/pt-br/acompanhe-o-planalto/noticias/2025/10/telefonema-entre-os-presidentes-lula-e-donald-trump

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