Projeções do FMI para a economia global e do Brasil: Oportunidades e Desafios para o Setor de Comércio Exterior e Logística Internacional

Foto: Ahmed Gomaa/Photoshot/picture alliance

O Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgou recentemente um relatório com suas previsões para a economia global e para o Brasil, oferecendo insights fundamentais para grandes importadores, exportadores e o mercado de comércio exterior (Comex). Os dados refletem tendências que impactam diretamente o planejamento estratégico do setor de logística e os custos operacionais de operações de importação e exportação.

Crescimento Econômico Global e Brasileiro

Segundo o FMI, o Produto Interno Bruto (PIB) global deverá crescer 3,2% em 2024 e manter essa taxa de crescimento em 2025. Para o Brasil, a projeção de crescimento é de 3% em 2024, com desaceleração para 2,2% em 2025. Esse ritmo moderado sugere um cenário de demanda internacional relativamente estável, algo que pode ser positivo para exportadores brasileiros que dependem de mercados estrangeiros. No entanto, a desaceleração interna no Brasil em 2025 alerta para uma possível retração no consumo e, potencialmente, nas importações.

Inflação e Impacto nos Custos Operacionais

O relatório do FMI também projeta uma inflação global de 5,8% em 2024, com queda para 4,3% em 2025. No contexto brasileiro, o aumento do custo de vida e as pressões inflacionárias são relevantes, especialmente para empresas de logística que dependem de combustíveis e insumos importados. Para o setor de Comex, é fundamental acompanhar como essas variações inflacionárias podem pressionar os preços dos fretes internacionais e os custos de movimentação de mercadorias, impactando tanto importadores quanto exportadores.

Expansão do Comércio Global

O comércio global, que passou por quase uma estagnação em 2023, está projetado para crescer a uma média de 3,2% em 2024 e 2025. Este cenário é promissor para grandes exportadores brasileiros de commodities, como soja, minério de ferro e petróleo, que podem aproveitar o aumento da demanda global. Além disso, setores industriais, como o de autopeças, máquinas e eletrônicos, também podem se beneficiar, dado que a demanda por bens de capital e produtos manufaturados tende a crescer em períodos de recuperação econômica.

Para importadores, esse crescimento representa oportunidades para diversificar fornecedores e expandir as opções de mercado. No entanto, com a recuperação do comércio global, é provável que haja pressão sobre os custos de transporte marítimo e aéreo, aumentando a importância de negociações estratégicas para garantir melhores tarifas de frete.

Riscos Geopolíticos e Políticas de Juros Altos

O FMI também destacou os riscos associados a conflitos armados e novas guerras comerciais, além dos impactos das políticas monetárias adotadas pelas principais economias, como Estados Unidos e União Europeia. Essas políticas de juros altos, destinadas a conter a inflação, podem desacelerar o crescimento e tornar o crédito mais caro e difícil de acessar.

Para o mercado de Comex brasileiro, o aumento dos juros nos Estados Unidos significa que a valorização do dólar pode aumentar os custos das importações. Empresas brasileiras que dependem de insumos importados terão que considerar estratégias para mitigar o impacto cambial, como o uso de hedges financeiros ou a diversificação de fornecedores.

Considerações para o Setor de Logística e Comércio Exterior

Para o setor de logística e Comex, as previsões do FMI ressaltam a importância de uma gestão de riscos robusta e de estratégias de diversificação. Empresas devem se preparar para uma possível volatilidade cambial e buscar soluções que minimizem os impactos dos custos logísticos. Parcerias com agentes de carga especializados, como a Locksley, podem ajudar as empresas a se manterem competitivas em um ambiente de crescente complexidade.

Fonte: https://www.imf.org/en/Publications/WEO/Issues/2024/10/22/world-economic-outlook-october-2024

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