A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a interdição parcial de armazéns logísticos da Santos Brasil e do terminal Ecoporto, localizados no Porto de Santos (SP), após constatar irregularidades na armazenagem de produtos sob vigilância sanitária. A decisão, publicada no Diário Oficial da União em 28 de abril, suspende o recebimento, armazenagem e desova de medicamentos, insumos farmacêuticos e outros produtos para saúde em áreas específicas dos terminais fiscalizados.
As inspeções realizadas revelaram que alguns espaços operavam sem autorização especial da Anvisa e não atendiam aos requisitos mínimos de controle de temperatura, qualificação térmica ou infraestrutura adequada para o manuseio seguro desses produtos. Em um dos casos, foi detectado o recebimento de medicamentos controlados, mesmo sem as devidas autorizações sanitárias. A interdição afeta Centros Logísticos Industriais Aduaneiros (CLIA) em Santos e Guarujá, abrangendo as margens direita e esquerda do porto.
No caso da Santos Brasil, foram afetadas áreas específicas no bairro Alemoa (Santos) e em terminal na margem esquerda (Guarujá). Segundo a empresa, apenas as cargas soltas e desovadas de medicamentos foram suspensas — essas operações passarão a ocorrer exclusivamente por contêineres. A empresa afirma que os armazéns continuam operando normalmente para os demais tipos de carga.
Quanto ao Ecoporto, três pátios do terminal foram interditados. Inspeções apontaram que as áreas não ofereciam condições adequadas para recebimento, conferência e desova de produtos de saúde que exigem controle térmico e sanitário rigoroso. A interdição alcançou também instalações da Termares Terminais Marítimos Especializados, empresa do mesmo grupo.
A Anvisa destacou que as suspensões continuarão vigentes até que todas as não conformidades sejam corrigidas e auditadas. A Autoridade Portuária de Santos esclareceu que não tem competência sobre a gestão sanitária dos terminais e aguarda posicionamentos oficiais da agência reguladora.
Embora as empresas envolvidas ainda não tenham detalhado os tipos de medicamentos afetados ou o destino das cargas já recebidas, o episódio chama atenção para a importância da conformidade sanitária rigorosa na cadeia logística internacional. Exportadores e importadores devem redobrar os cuidados ao selecionar operadores logísticos que movimentam produtos sujeitos à vigilância da Anvisa.
Fonte:
https://g1.globo.com/sp/santos-regiao/porto-mar/noticia/2025/04/30/anvisa-determina-a-interdicao-parcial-de-armazens-e-terminal-no-porto-de-santos-pela-ma-conservacao-de-medicamentos.ghtml
https://panoramafarmaceutico.com.br/anvisa-determina-interdicao-parcial-no-porto-de-santos/