China Impõe Restrições Comerciais sobre Tecnologia de Baterias e Chips

A China anunciou novas restrições comerciais, que visam intensificar o controle sobre a exportação de tecnologias essenciais para a produção de baterias de íons de lítio e semicondutores. O foco dessas restrições está em materiais-chave como o gálio e os cátodos, componentes cruciais na fabricação de baterias para veículos elétricos e semicondutores. A China detém atualmente 90% da produção mundial desses materiais, o que lhe confere uma posição dominante no mercado global.

Essas novas restrições exigem que qualquer empresa que deseje transferir essa tecnologia para fora da China obtenha permissão do Ministério do Comércio do país. Isso pode dificultar a expansão das empresas ocidentais, principalmente à medida que a demanda por tecnologias avançadas cresce em mercados internacionais. Para os cátodos, espera-se que a tecnologia que aumenta a autonomia dos veículos elétricos seja amplamente comercializada apenas a partir de 2025, o que coloca a China em uma posição estratégica enquanto a indústria global ainda está em fase de desenvolvimento.

Além disso, o gálio, um subproduto do alumínio utilizado em semicondutores, se torna um ponto central dessas novas restrições. Este material é essencial para a produção de semicondutores usados em diversas aplicações tecnológicas avançadas, como carregadores rápidos de veículos elétricos, data centers e sistemas de radar. A medida surge em um momento em que a demanda por gálio está crescendo em setores industriais de ponta, colocando a China em uma posição de vantagem sobre outros países.

A decisão de impor essas restrições comerciais também pode ser interpretada como uma resposta à pressão dos Estados Unidos, que recentemente impuseram sua própria proibição sobre a venda de semicondutores para a China. A estratégia do governo chinês visa proteger suas tecnologias e impedir que seu domínio sobre esses materiais avançados seja enfraquecido. Com isso, Pequim demonstra uma postura mais protetiva à medida que o interesse internacional por suas inovações tecnológicas aumenta.

Especialistas alertam que, se essas restrições se mantiverem, os Estados Unidos poderão enfrentar um retrocesso significativo no avanço de suas tecnologias militares e econômicas, já que a China se torna ainda mais estratégica no controle desses materiais críticos. No entanto, com a expansão das fábricas chinesas para outros países, a China se vê diante de um desafio de equilibrar sua influência global com a necessidade de manter o controle sobre suas tecnologias mais avançadas.

Fonte:
https://www.reuters.com/technology-china-exports-restrictions

Compartilhe

Inscreva-se na nossa Newsletter!

Fique por dentro das principais assuntos em logística internacional.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *