O Porto de Santos, considerado o maior da América Latina, enfrenta mais um episódio de paralisação que pode afetar diretamente o fluxo do comércio exterior brasileiro. O Sindicato dos Estivadores de Santos, São Vicente, Guarujá e Cubatão (Sindestiva) anunciou que a categoria entrará em greve nos dias 30 de setembro e 1º de outubro de 2025.
A decisão foi tomada em assembleia realizada no dia 11 de setembro e comunicada oficialmente pelo diretor-presidente do sindicato, Bruno José dos Santos. Segundo o sindicato, a paralisação ocorrerá durante as visitas da Comissão Especial que discute o Projeto de Lei 733/2025, proposta que busca revisar a atual Lei dos Portos.
Por que a greve está acontecendo?
Os estivadores se manifestaram contrários à condução do debate sobre o novo marco legal portuário. De acordo com a entidade, há falta de diálogo com os trabalhadores na elaboração do projeto, o que motivou a decisão de paralisar as atividades como forma de pressão.
A greve está programada para começar às 7h da manhã desta terça-feira (30) e se estenderá por 24 horas em cada um dos dois dias de mobilização.
Possíveis impactos para o setor
Com a paralisação, há risco de atrasos em operações de carga e descarga, além de congestionamentos logísticos para importadores e exportadores que utilizam o Porto de Santos como principal via de entrada e saída de mercadorias. Empresas de logística, comércio exterior e transporte devem se preparar para ajustes operacionais e atrasos nos cronogramas durante o período da greve.
O Porto de Santos é peça-chave para o comércio exterior brasileiro, respondendo por cerca de 28% da balança comercial do país. Por isso, qualquer interrupção em suas operações tende a gerar reflexos em toda a cadeia logística nacional e internacional.
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