Um incêndio em uma subestação de energia próxima ao Aeroporto de Heathrow, localizado em Londres, Reino Unido, causou um apagão generalizado e forçou o fechamento do terminal na madrugada de sexta-feira, 21 de março. Como resultado, mais de 1.300 voos foram cancelados, afetando passageiros e operações de carga aérea em todo o mundo. Inicialmente, a reabertura estava prevista para o sábado ao meio-dia, mas as autoridades alertam que a paralisação pode durar mais tempo, devido à complexidade da restauração dos sistemas afetados.
O incêndio começou por volta das 23h23 GMT de quinta-feira em uma subestação elétrica localizada a cerca de 2 km do aeroporto. As chamas foram controladas apenas às 06h28 da manhã de sexta-feira, após intensa atuação dos bombeiros. A unidade de contraterrorismo do Reino Unido está conduzindo investigações, e embora não haja indícios de crime até o momento, essa possibilidade ainda não foi totalmente descartada. O incidente expôs a vulnerabilidade da infraestrutura do aeroporto, que, mesmo possuindo geradores de emergência, não conseguiu evitar o colapso total das operações.
Heathrow é o maior aeroporto da Europa e o quarto maior do mundo, atendendo mais de 90 companhias aéreas e conectando 180 destinos em 90 países. Além do impacto nas viagens de passageiros, o fechamento do aeroporto comprometeu o fluxo de cargas, afetando o transporte de mercadorias de alto valor, como produtos farmacêuticos, peças automotivas e até mesmo itens destinados à Estação Espacial Internacional. A paralisação também interrompeu a logística de encomendas urgentes e operações internacionais de e-commerce.
A Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) criticou a administração de Heathrow por não ter um plano de contingência eficiente para lidar com falhas energéticas. Segundo a entidade, um aeroporto dessa magnitude não pode depender de uma única fonte de energia sem alternativas robustas. Relatórios preliminares indicam que, apesar de existirem geradores a diesel e fontes alternativas, essas medidas foram insuficientes para manter as operações do terminal funcionando.
O impacto financeiro do incidente também foi significativo. As ações das principais companhias aéreas registraram quedas acentuadas após o fechamento do aeroporto. O grupo International Airlines Group, proprietário da British Airways, viu seus papéis desvalorizarem até 5%, enquanto Lufthansa e Air France-KLM tiveram perdas superiores a 1,5%. Especialistas do setor estimam que os prejuízos podem ultrapassar centenas de milhões de dólares, refletindo não apenas no setor aéreo, mas também em toda a cadeia logística global.
As autoridades britânicas seguem monitorando a situação e trabalham para minimizar os impactos da interrupção. A expectativa é que o Aeroporto de Heathrow restabeleça suas operações o mais rápido possível, mas a crise reforça a importância de infraestrutura resiliente e de estratégias de contingência mais eficazes para evitar colapsos no transporte aéreo global.
Fontes:
https://www.bbc.com/news/uk-aviation-heathrow-fire
https://www.cnn.com/2025/03/21/heathrow-airport-fire-closure
https://www.reuters.com/business/aerospace-defense/heathrow-airport-blackout-iata-response