A cidade de Manaus tem enfrentado desafios significativos devido a períodos de seca intensa, que afetam a navegação nos rios e comprometem a logística de transporte de mercadorias. Para mitigar esses impactos, a implementação de píeres flutuantes tem se mostrado uma solução eficaz, permitindo a continuidade das operações portuárias mesmo com a redução dos níveis dos rios.
Um exemplo notável é o píer flutuante instalado em Itacoatiara, a cerca de 270 km de Manaus. Essa estrutura, com aproximadamente 240 metros de comprimento, foi projetada para operar durante os períodos críticos de seca, garantindo o fluxo de cargas essenciais para a região. A iniciativa envolveu a colaboração entre empresas do Polo Industrial de Manaus, o governo estadual e operadores de terminais privados, visando minimizar os prejuízos econômicos causados pela estiagem severa.
A instalação desses píeres flutuantes permitiu que operações logísticas continuassem de forma eficiente, mesmo em condições adversas. Por exemplo, o Porto Super Terminais, em Manaus, registrou um recorde na movimentação de cargas após a implementação do píer flutuante em Itacoatiara, evidenciando a importância dessa solução para a economia local.
Além disso, a Receita Federal do Brasil lançou a “Operação Aduana Flutuante” para assegurar a fluidez no comércio exterior durante a seca na Amazônia. Essa operação envolveu o uso de píeres flutuantes equipados com sistemas de monitoramento remoto e câmeras de segurança, garantindo a legalidade e a segurança das operações de transporte de mercadorias.
Com a crescente imprevisibilidade climática, especialistas avaliam que a infraestrutura portuária na região amazônica precisa ser cada vez mais adaptável. Além dos píeres flutuantes, outras medidas estão sendo estudadas, como dragagens preventivas nos principais rios e investimentos em tecnologia para prever oscilações do nível da água com maior precisão.
A adoção de soluções inovadoras não apenas assegura a continuidade das operações logísticas durante os períodos de seca, mas também contribui para a estabilidade econômica e social das comunidades dependentes dos rios para transporte e comércio. Com o agravamento das mudanças climáticas, investimentos em infraestrutura resiliente serão cada vez mais essenciais para o desenvolvimento sustentável da região amazônica.