O Paraná, maior produtor de feijão do Brasil, registrou uma queda expressiva nas importações da leguminosa em 2024. O volume importado despencou 71%, passando de 65 mil para 19 mil toneladas, enquanto o valor FOB teve uma redução de 64%. Essa retração representa uma mudança significativa no fluxo de abastecimento do estado, que historicamente tem desempenhado um papel central tanto na produção quanto na importação do grão para suprir a demanda nacional.
Fatores que levaram à redução das importações
Vários fatores explicam essa queda acentuada. Um deles é o aumento da produção nacional, impulsionado por condições climáticas favoráveis e investimentos em tecnologia agrícola, permitindo ao Paraná reduzir sua dependência de fornecedores externos. Além disso, a desvalorização cambial e a alta nos custos logísticos internacionais tornaram a importação menos atrativa, levando compradores a priorizarem o produto nacional.
A política de incentivo ao agronegócio e as oscilações na oferta global de feijão também contribuíram para a mudança no cenário. O Brasil tem buscado fortalecer a produção interna para reduzir a dependência de importações, alinhando-se a uma estratégia de segurança alimentar.
Argentina domina fornecimento; China sai do mercado
Mesmo com a redução nas importações, o Paraná continuou comprando feijão do exterior, sendo que 96% do volume veio da Argentina, consolidando o país como seu principal fornecedor. O Paraguai (3%) e o México (1%) aparecem na sequência, mas com volumes significativamente menores.
Chama atenção o fato de que, em 2024, a China não exportou feijão para o estado. O país, que já teve participação relevante no fornecimento da leguminosa, reduziu sua presença no mercado brasileiro, possivelmente devido ao aumento da demanda interna e restrições comerciais.
Exportações crescem, mas Paraná ainda fica atrás de Mato Grosso
Apesar da forte queda nas importações, o Paraná começou a expandir suas exportações de feijão, atendendo principalmente mercados como Venezuela e México. No entanto, Mato Grosso segue liderando as exportações brasileiras do produto, beneficiado por sua maior área plantada e menor dependência de importações anteriores.
O movimento reflete uma reorganização do mercado global e um fortalecimento da autossuficiência nacional, reduzindo a necessidade de compras externas. O Paraná se mantém como um estado-chave tanto na produção quanto na distribuição do feijão no Brasil.
A expectativa para os próximos meses é de que os produtores paranaenses continuem ampliando a oferta local e buscando novos mercados para exportação. No entanto, fatores como clima, oscilações cambiais e políticas agrícolas seguirão influenciando a dinâmica do setor.
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Fontes:
https://tribunadovale.com.br/2025/02/20/parana-lidera-producao-e-importacao-de-feijao/
https://www.noticiasagricolas.com.br/noticias/agronegocio/394883-parana-lidera-producao-e-importacao-de-feijao-e-comeca-a-expandir-exportacao-do-produto.html